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Sócio-fundador Yun Ki Lee participa de fórum de cooperação Coreia-Brasil

26 de novembro de 2020  |  Por Da Redação  |  LBCA
Corea Brasil

“Há muito espaço para ampliar a cooperação bilateral entre Coreia e Brasil”, profetizou o Embaixador da República da Coreia do Sul no Brasil, Kim Chan Woo, ao abrir, no último dia 25, no Grand Hotel Hyatt, o “Fórum de Cooperação Econômica Coreia- Brasil 2020”. Ele citou três novas oportunidades em áreas promissoras para serem aprofundadas entre os dois países: infraestrutura, com potencial de negócios de bilhões de dólares, uma área em que as empresas coreanas possuem grande experiência de atuação, com experiência comprovada no Oriente Médio e Ásia. A segunda área é a saúde, com a telemedicina e medicina digital, resultando em projetos como o navio hospital, com tecnologia de ponta, que o governo coreano doou ao governo do estado do Amazonas para atender à população da região e o projeto New Deal coreano, que envolve energia renovável, tecnologia 5G e outros setores da economia sustentável para a cooperação bilateral.

O encontro foi realizado em parceria com a FGV e Klaus Stier, gerente internacional da Fundação Getúlio Vargas, fez uso da palavra para saudar os convidados. Comentou que a Coreia do Sul figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil e que há potencial para crescer. Stier destacou cinco aspectos da cooperação estratégica entre os dois países: serem democracias pujantes, economias complementares, atuarem em mercados complementares, a importância tecnologia e economia verde coreana e o potencial do mercado brasileiro.

Para o professor Pedro Brite, da FGV, que abriu a série de palestra, com o tema “Cooperação Econômica Coreia Brasil”, torna-se necessário que os dois países se conheçam mais e melhor para avançarem na parceria, porque há muitos desafios e oportunidades à frente, com cooperação estratégica. Ele apresentou dados econômicos dos dois países e destacou que há potencial para expandir e diversificar a pauta comercial, até porque a América do Sul é um mercado emergente, com potencial inexplorado e o Brasil precisa ampliar sua rede de parcerias internacionais.

A segunda exposição foi de Guilherme Montoro, economista do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que tratou do tema “Financiamento em infraestrutura”. Ele explicou o perfil e atuação desse banco público, voltado a impulsionar o desenvolvimento, com ampla atuação em infraestrutura, educação, mercado de capitais, privatizações, financiamentos etc. Comentou que há falta de bons projetos e que o BNDES iniciou um esforço no sentido de preparar projetos e hoje conta com uma plataforma (hub de projetos) distribuída por setores e estados , que irá injetar US$ 172 bilhões em diversas áreas (saneamento, mobilidade, energia elétrica, portos e outros).

Cenários promissores

Terceiro a expor, sobre “Áreas Promissoras de Cooperação Coreia-Brasil pós-Covid-19”, o advogado Yun Ki Lee iniciou agradecendo ao Embaixador coreano e a Diretora-geral da Kotra São Paulo pelo convite. Além de presidir a OKTA São Paulo – ponte inteligente de ligação de negócios entre Brasil e Coreia –, Lee é sócio-fundador da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA), membro efetivo da Comissão Especial de Relações Internacionais da OAB-SP, Diretor- tesoureiro do Instituto do Capitalismo Humanista e Professor de Direito de Pós-graduação da Universidade Anhembi Morumbi.

“Queria tomar como exemplo esse fórum, que está sendo realizado com a cooperação de todos, formando bloco e agindo como bloco. Isso se chama Solidariedade. Peço que guardem essa palavra porque ela será a base de todas as áreas promissoras de cooperação que irei apontar aqui”, disse Yun. Ele traçou inicialmente um cenário da fase pré- Covid-19, seguida de um panorama atual da doença, destacando a taxa de recuperação dos pacientes, de 90%, e enaltecendo os profissionais da saúde por esse resultado. Lembrou que a importância da tecnologia no combate à Covid-19, mesmo havendo pequena perda da privacidade e destacou a frase do filósofo Byung-Chul Han, que reporta uma mudança de paradigma, ao observar que na Ásia, o combate à Covid-19 não é feito só por epidemiologistas, mas também por especialistas de tecnologia e em macrodados. Isso envolve questões culturais, comportamentais e legais, como as leis de proteção de dados: LGPD no Brasil, a GDPR na Europa e a PIPA na Coreia.

Com base no conceito da solidariedade, a partir do marco da Covid-19, destacou três áreas promissoras de cooperação bilateral entre os dois países: FTA, com avanço de áreas de livre comércio nas Américas e na Ásia; Privatizações, que devem ganhar fôlego no Brasil em 2021, e Infraestrutura, com pipeline de US$152 bilhões, ressaltando que a recuperação econômica deve vir acompanhada da inclusão social.

Lee destacou uma frase do economista Joseph Schumpeter, de que o fim do capitalismo se dará pela sua própria eficiência e destacou duas propostas concretas de cooperação: Adoção de um projeto cultural BR na música, beleza, saúde e conteúdo, a exemplo do Projeto “K” da Coreia, que movimenta bilhões de dólares anualmente.
Também lembrou que a Coreia pode auxiliar o Brasil a melhorar seu baixo índice de graduados em STEM (Sciences, Techonology, Engineering and Mathematics), contribuindo para se atingir o Capitalismo Humanista no país, mensurado pelo índice de bem estar social (IcapH). “Este é o caminho que visualizo para Brasil e Coreia no período pós-pandemia”, finalizou.

Último a expor, o ex-ministro da Justiça Torquato Jardim, vice-presidente do InvestSP, elogiou as exposições que antecederam à sua, por terem sido criativas e motivadoras. Disse que a InvestSP tem como missão fazer o “casamento” entre os investidores nacionais e internacionais, o encontro do projeto com o mercado, disponibilizando dados dos municípios paulistas em cadastro com todos os tipos de informação sobre os 14 polos de investimentos do Estado.

Na sequência, o Embaixador da Coreia e todos os palestrantes participaram de debates com os convidados do fórum. Uma das perguntas foi sobre as condições de financiamentos do BNDES destinados a empresas coreanas. Guilherme Montoro ressaltou que o custo e tratamento é o mesmo para empresas nacionais ou internacionais estabelecidas no país.

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