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Yun Ki Lee concede entrevista para CNN Brasil e faz paralelo entre Brasil e Coreia

6 de abril de 2020  |  Por Santamaria Silveira  |  LBCA
Yun Ki Lee concede entrevista para CNN Brasil e faz paralelo entre Brasil e Coreia

O sócio fundador da LBCA, presidente da OKTA-SP e membro efetivo da comissão de Relações Internacionais da OAB-SP, Yun Ki Lee, participou no último dia 5, de uma entrevista dentro do plantão Breaking news Coronavírus, da CNN Brasil,  sobre como a Coreia  vem enfrentando a pandemia da Covid-19 e as medidas que têm alcançado  bons resultados, fazendo  um paralelo com a realidade brasileira. Participaram da entrevista com Yun Ki – conduzida pelos jornalistas Monalisa Perrone e Evandro Cini –  o Cônsul geral da Coreia do Sul no Brasil, Hak You Kim; o Diretor da OKTA-SP e gerente jurídico da Hynday elevadores, Shalom Lee e o  Superintendente-geral da Câmara de Comércio Brasil – Coreia, Pablo Palhano.

Para Yun Ki Lee, a retração da economia trazida pela pandemia do novo Coronavírus acaba respingando na Coreia, no Brasil e nos demais países. “Entendo que atinge todos os países porque temos relações comerciais internacionais. A Coreia está super bem dentro do contexto das medidas que tomou contra a pandemia (monitoramento e isolamento) e estou otimista, em relação ao Brasil, temos o nosso jeito e o Brasil vai conseguiu uma resposta econômica positiva ao final da crise. Não há um país no mundo que não esteja sofrendo com a Covid-19”, afirmou.

Na entrevista, o sócio da LBCA também comentou sobre a importância de buscar o equilíbrio entre saúde e monitoramento dos dados pessoais. Ele lembrou que hoje temos serviços essenciais mantidos, mas que se o país quiser adotar um relaxamento do isolamento social, há algumas etapas que precisam ser vencidas, como o monitoramento anonimizado, previsto na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Outro ponto ressaltado por Yun Ki na entrevista foi a importância da confiança da sociedade no governo. “ É importante criar um corpo só de combate à pandemia”, disse, apontando a necessidade de batalhar no sentido de combater a doença, manter o isolamento,  em uma primeira etapa e depois adotar novas alternativas  de rastreamento , monitoramento de quem está infectado, quem apresenta sintomas, com quem teve contato, para fazer um ataque mais específico.  Evidenciou que um ponto muito importante de combate à Covid-19 é o uso de máscaras.

Quarta maior economia da Ásia, a Coreia tem uma população de 51 milhões de habitantes, registrou 10.237 infectados e 183 mortos. De acordo com o Cônsul Geral da Coreia, a luta contra a pandemia no país ficou centrada em três pontos principais – testar, rastrear e tratar. Rebateu que a Coreia tenha adotada medidas drásticas e impopulares, alertando que a Coreia é uma democracia e o governo precisa prestar contas à sociedade e à imprensa e que a população aderiu à campanha para usar máscaras, observar a higiene pessoal e praticar o isolamento social.

Pablo Palhano comentou que houve uma sensível queda na relação comercial entre Coreia e Brasil e que há grande a demanda por insumos coreanos e que as empresas da Coreia que produzem testes , por exemplo, estão colocando seus funcionários administrativos na linha de produção. Pelos dados e informações que possui, ele acredita que a recuperação das empresas coreanas será imediata ao final da epidemia, mas vê que as empresas brasileiras terão dificuldades maiores.

As empresas coreanas, segundo Shalom Lee, optaram por continuar trabalhando , sem se descuidar dos colaboradores e que alguns departamentos, como vendas, estão em home office, demonstrando maior produtividade. Shalom explicou que as filiais das empresas coreanas mantêm as matrizes informadas da situação brasileira  por meios eletrônicos. Ele lembrou que a Coreia já passou por síndromes similares no passado , como a SARS e MERS e conseguiu superá-las. Com a Covid-19, tem confiança que acontecerá o mesmo.

Confira a entrevista completa no canal da CNN Brasil clicando aqui. A matéria em questão é transmitida a partir do minuto 38’19.

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