A adoção de inteligência artificial deixou de ser uma discussão futura para se tornar uma realidade operacional nas empresas. Modelos generativos, automação de decisões, análise preditiva e copilotos já estão inseridos em áreas críticas como jurídico, compliance, financeiro, recursos humanos e atendimento ao cliente.
O movimento é inevitável e, em muitos casos, desejável. A inteligência artificial aumenta produtividade, reduz tempo de resposta, amplia capacidade analítica e permite que decisões sejam tomadas com base em volumes de dados antes inacessíveis.
Mas esse avanço traz uma pergunta que ainda não está sendo enfrentada com a devida profundidade: quem governa a inteligência artificial dentro das organizações?
A resposta, na prática, ainda é difusa. Em algumas empresas, a responsabilidade está concentrada na área de tecnologia. Em outras, pulverizada entre diferentes áreas. Em muitas, simplesmente não está formalmente atribuída. O resultado é um cenário de adoção acelerada sem a correspondente estrutura de controle.
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