O Brasil já era um dos maiores laboratórios de litigiosidade do mundo antes da inteligência artificial. Milhões de novos processos ingressam todos os anos no Poder Judiciário, pressionando tribunais, empresas, escritórios, departamentos jurídicos e entes públicos. O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) documenta esse fluxo no Justiça em Números e mantém painéis temáticos que permitem acompanhar recortes específicos — como, por exemplo, o direito à saúde, um dos vetores mais sensíveis da judicialização brasileira.
Esse cenário ganha uma nova camada quando os agentes do ecossistema passaram a adotar inteligência artificial. Não apenas as empresas. Não apenas os escritórios de defesa. Também autores, advogados autônomos, lawtechs, financiadores de litígios, departamentos jurídicos, tribunais e órgãos de controle. A consequência é intuitiva, mas ainda pouco debatida: quando todos ficam mais eficientes, a conta final pode não encolher. Ela pode simplesmente mudar de lugar — ou crescer.
Confira na íntegra: https://www.conjur.com.br/2026-mai-26/quem-paga-a-conta-quando-todos-ficam-mais-eficientes-no-ecossistema-da-justica/

