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OCDE avalia maior Leilão 5G do mundo

28 de outubro de 2020  |  Por Ricardo Freitas Silveira  |  LBCA
Leilão de 5G

Segundo relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o leilão de 5G do Brasil, que deve acontecer em 2021, é considerado o maior de todos os tempos e faz sugestões ao país.

1. Como a OCDE analisa o leilão do 5G no Brasil?

A organização sugere que o desenho do leilão precisa ser pensado com cuidado porque terá impacto futuro em todo o país. Chama a atenção para a necessidade de mudanças na política concorrencial , acabando com a lei de defesa da concorrência que fixa o limite de 20% de participação no mercado como indicador de posição dominante. O ideal, de acordo com a OCDE, seria ficar na faixa até 40%. Também propõe que haja menores restrições a investimentos estrangeiros diretos na radiodifusão.

2. Que formato a Organização sugere para o leilão ?

Sem comentar a disputa entre Estados Unidos e China quanto ao 5G brasileiro, avalia que é fundamental estabelecer a dinâmica da concorrência porque as empresas que ganharão a participação de espectro no leilão também devem ser as mesmas que irão competir no mercado durante a renovação das licenças. Ressalva que o serviço de tecnologias digitais e de comunicação de qualidade a preços competitivos são vitais para o enfrentamento da crise econômica e sanitária que o país vive. Aponta também a importância e o desafio de expandir a banda larga de qualidade para as áreas rurais.

3. A OCDE também recomenda mudança tributária?

Sim, recomenda alterações porque entende que o setor de comunicações no país é impactado severamente por uma alta carga tributária, que representa 40,2% dos preços de serviços de banda fixa e móvel.

4. A OCDE sugere a criação de uma nova agência reguladora para o setor?

Na verdade, propõe a criação de uma agência unificada e independente para os setores de comunicação e radiodifusão no país, com a fusão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) , Ancine (Agência Nacional do Cinema) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, uma vez que as fronteiras entre radiodifusão e comunicações devem deixar de existir com a evolução tecnológica. A unificação também facilitaria criar um regime regulatório para lidar com o mercado, a competitividade e proteção aos consumidores.

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