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Covid-19 pode gerar patamar inédito de desigualdade

30 de novembro de 2020  |  Por Da Redação  |  LBCA
FMI

O Fundo Monetário Nacional (FMI) faz alerta sobre o aumento da desigualdade social e econômica no período pós-pandemia.

1. Qual a projeção que o FMI faz sobre a aumento da desigualdade?

O FMI leva em consideração, em seu estudo, o fato de que as epidemias que o mundo vivenciou nos últimos anos (Sars, H1N1 ou Zica) causaram aumento de desigualdade social, que perdurou por anos ao final das crises. E nenhuma delas teve a dimensão global da Covid-19, daí a preocupação.

2.Para que ponto o FMI chama mais a atenção?

O Fundo ressalta um ponto que tem sido pouco lembrado quando se fala do impacto do novo coronavírus: a saída em massa de crianças mais carentes das escolas e dificuldades de acesso à internet. Isso aumenta a desigualdade porque parte da população ficará para traz na educação, gerando no futuro perda de produtividade, que impactará os países.

3.Como é possível evitar esses resultados?

A sugestão do FMI é que os governos criem cotas mínimas de gastos sociais. Nesse sentido, nos acordos firmados com países em desenvolvimento, o Fundo tem inserido cláusula estabelecendo gastos mínimos com educação. No Brasil, o Fundeb (Fundo da educação básica) foi renovado este ano por meio de emenda constitucional e amplia a participação da União de 10% para 23%, de forma escalonada.

4.Em termos de macro economia, o que vem sendo feito?

Uma ação conjunta do Banco Mundial, FMI e bancos centrais de vários países vem buscando promover a liquidez ao longo da crise da pandemia de Covid-19 para evitar o crescimento desenfreado da falência de empresas. Calcula-se que no Brasil, de janeiro a setembro, foram registrados 754 pedidos de falência, segundo a Serasa Experian, número inferior a 2019, quando alcançou 1,1 mil, no mesmo período.

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