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Cresce a preocupação com a reputação corporativa

23 de abril de 2021  |  Por Fernando de Paula Torre  |  LBCA
reputação corporativa vem ganhando visibilidade

Pesquisa da State of Corporate Reputation in 2020: Everything Matters Now apontou que para 76% dos executivos brasileiros entrevistados, o valor de mercado de uma empresa está diretamente ligado à sua reputação corporativa.

1. Por que a reputação corporativa é um ativo tão importante?

Calcula-se que 70% do valor de mercado de uma empresa vem de ativos intangíveis, como capital  intelectual, patentes, know-how etc. Os índices reputacionais de uma empresa são constituídos paulatinamente ao longo do tempo e se tornam fundamentais para sua evolução no mercado. Empresas que lastreiam suas atividades pela ética e pela transparência possuem clientes mais fiéis e atraem melhores talentos. Atualmente, a imagem de uma companhia é construída também por seu engajamento em causas sociais e ambientais e por estar em conformidade com o Programa de Compliance.

2. A reputação corporativa está ligada à percepção?

Sim a percepção que clientes, investidores, funcionários, reguladores, comunidade  possuem dela. Isso fica bem claro, numa frase do presidente americano Abraham Lincoln , o “caráter é como uma árvore e a reputação é como sua sombra. A sombra é o que pensamos, a árvore a coisa real”. É importante observar que quando as crenças e expectativas estão mudando, a empresa deve mudar juntamente e isso é fundamental para manter questões importantes no radar.

3. Os profissionais são fundamentais nesse cenário?

Sim, a aplicação da cultura de integridade depende da aderência dos funcionários a esses valores, por isso a empresa deve orientar e conscientizar suas equipes sobre a conduta ética esperada da equipe, evitando riscos desnecessários à sua reputação.

4. A reputação corporativa é um valor que deve constar do Código de Conduta da empresa?

Sim, porque a imagem da empresa está diretamente ligada às suas equipes. No ano passado, uma instituição financeira demitiu 50 funcionários que solicitaram indevidamente auxílio emergencial de R$ 600 ao governo federal, destinado a trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa, que sofreram os impactos econômicos da pandemia da Covid-19. Com essa medida, reforçou que os colaboradores violaram o código de conduta da corporação (desvio de conduta) e colocaram em risco sua reputação, que tem na ética um valor fundamental.

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