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Cresce a aderência aos clubes de assinatura digital

18 de junho de 2021  |  Por Lorena Carneiro do Nascimento  |  LBCA
Assinatura digital: clubes vêm ganhando maior aderência

O modelo dos clubes de assinatura digital, uma espécie de delivery regular, ganhou vida nova com a reclusão imposta à população pela pandemia da Covid-19 e expansão do comércio eletrônico. O clube de assinatura pode incluir um segmento de produtos, como música ou lavanderia, mas pode oferecer todos os produtos que o consumidor precisar em único pedido, de forma recorrente, pagando mensal ou anualmente.

1. Qual foi o modelo inicial seguido por esse novo segmento de e-commerce?

A ideia de pagar por produtos e serviços em intervalo regulares não é nova . Posso citar o modelo das assinaturas de jornais e/ ou revistas, que é conhecido do consumidor há mais de um século e que todos os dias viabiliza a entrega do produto no endereço combinado. Agora, vimos a explosão de clubes de assinatura de entretenimento por streaming, por exemplo. É a economia centrada em relacionamentos com a marca e não mais em operações isoladas de compra.

2. Como o segmento de assinatura digital começou a se expandir e quais as vantagens?

A partir de nichos específicos, como o tradicional segmento dos livros, cafés, vinhos de diferentes uvas e procedências, alimentos congelados e linha completa para os pets , entre outros, demonstrando que a assinatura garantia excelente desempenho para os produtos e serviços, que passaram a ser contratados por longos períodos e não mais por uma única experiência. A criatividade entrou em cena e restaurantes americanos, por exemplo, formaram um clube de assinatura de jantares, garantindo refeições sofisticadas e preparadas por chefs diferentes aos finais de semana. A assinatura se esgotou nos primeiros dias.

3. O que diferencia o clube tradicional do novo modelo de assinatura digital?

Em 2020, ano inicial da pandemia, 13 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra on-line (Ebit/Niels) e um novo horizonte se descortinou com a possibilidade de novas experiências de consumo. Além de aceitar o comércio eletrônico, eles tinham demandas diferenciadas. Somado a esse cenário, o país precisava estar tecnologicamente preparado para oferecer esse tipo de solução para compras recorrentes. Se para o consumidor tornou-se mais cômodo adquirir tudo de forma recorrente em um só lugar; para os empresários, o clube de assinatura vem assegurando receita e informações fundamentais sobre o perfil de consumo de seu cliente.

4. Qual a expectativa de evolução do serviço?

Durante a pandemia, os clubes de assinatura se expandiram no vácuo criado pelo setor de serviços presenciais. Há um crescimento registrado no primeiro trimestre deste ano, acima de 30% de novos assinantes. A empresa americana UBS projetou que o setor de clubes de assinaturas atingirá US$ 1,5 trilhão em 2025, sendo que atualmente os americanos gastam, em média, com clubes de assinatura US$ 154 por mês e agregando produtos diferentes na mesma “cesta”.

 

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