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Aumenta a aposta no Hidrogênio Verde

21 de fevereiro de 2022  |  Por Andressa Morais Capassi Santos  |  LBCA
Aumenta a aposta no Hidrogênio Verde

Depois do sucesso do Etanol, o hidrogênio verde vem ganhando espaço na transição energética mundial e brasileira, mostrando-se consistente com meta de zero líquido (quando todas as emissões de Gases de Efeito Estudo, causada pelo homem, atingirem equilíbrio com a remoção de gases da atmosfera). Somente a Alemanha, país com poucos recursos naturais, irá destinar 34 milhões de euros para o desenvolvimento de projetos de hidrogênio verde no Brasil.

1. O hidrogênio verde pode ser a energia de transição para uma economia descarbonizada?

Sim, pode compor a matriz energética dos países na jornada de transição para o carbono zero.

Os grandes investimentos em hidrogênio estão concentrados na Europa e China e vale lembrar que a Comissão Europeia destinou 900 milhões de euros para novas pesquisas de tecnologias de hidrogênio, principalmente voltada ao hidrogênio verde no Exterior, e prevê a instalação de 6 gigawatts de eletrolisadores de hidrogênio renovável até 2024. Isso é equivalente a 40% da potência da usina de Itaipu, a maior hidrelétrica brasileira.

2. Como se produz hidrogênio?

A partir de uma fonte primária de energia, seja eletricidade, hidrelétrica, energia nuclear, biomassa, gás, energia solar etc. A fonte de energia determinará o tipo de hidrogênio que teremos. O hidrogênio verde é produzido pela divisão da água por eletrólise, de fontes renováveis, eólica ou solar, por exemplo, permitindo usar o hidrogênio e liberar o oxigênio para a atmosfera sem impactos ambientais.

A questão que permanece ainda é o custo, três vezes mais alto que o hidrogênio cinza ou azul.

3. Qual a diferença entre os hidrogênios verde, cinza e o azul?

O hidrogênio cinza é produzido com a utilização de energia derivada do gás natural, portanto de origem fóssil, e sua produção resulta em uma parte de hidrogênio e nove de CO2, que é liberado na atmosfera, o que traz prejuízo climático. Mas esse tipo de hidrogênio é usado maciçamente em refinarias e fábricas. O hidrogênio azul com produção similar também deixa um subproduto de dióxido de carbono e metano.

4. Qual a expectativa futura para desenvolver o hidrogênio verde?

É de rápido desenvolvimento, barateamento e incremento da produção para escala comercial. Um dos impulsos vem da Califórnia (EUA), com metas climáticas ousadas. Aquele estado norte-americano já liberou o hidrogênio como combustível para veículos e até 2035 espera ter toda a frota de novos carros e caminhões com emissão zero de GEE (Gases de Efeito Estufa).

5. Qual a perspectiva dessa nova energia no Brasil?

É um dos temas prioritários do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e players internacionais aguardam os termos de regulação para produção e comercialização no Brasil, além da definição sobre qual agência fará a fiscalização, se caberá à ANA (Agência Nacional de Águas), ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) ou ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).