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Riscos a uma agenda ESG fake

20 de julho de 2021  |  Por Fabio Rivelli  |  LBCA
Ter uma agenda ESG fake pode trazer riscos

Alguns termos (greenwashing, bluewashing e rainbow washing ou pinkwashing) expressam práticas fraudulentas (lavagem) adotadas por algumas empresas para demonstrar que possuem políticas e práticas de adesão à agenda ESG.

1. Por que há práticas de “lavagem” na agenda ESG?

Há uma grande demanda no mercado financeiro e na sociedade para que as empresas ampliem suas práticas ESG, porém ainda não há regulações de critérios ESG aceitos internacionalmente .Temos alguns conjuntos de regras esporádicas, como da União Europeia e de algumas agências de risco, que especificam a qualificação ESG para as empresas. Paralelamente, há algumas certificadoras que ratificam as informações sobre práticas ESG. No maior, falta uma métrica universalmente aceita.

2. O que é greenwashing ou lavagem verde?

São tentativas de divulgar falsamente que determinada organização, seja privada ou pública, é sustentável e ambientalmente responsável, que é adepta da economia descarbonizada e trabalha para a redução dos efeitos da mudança climática. Dessa forma, via estratégia de marketing adquirem uma credibilidade junto ao mercado e ao consumidor que está engajado nas causas ambientais, quando na verdade sua produção ou seus serviços geram custos ambientais. É o caso das chamadas cidades sustentáveis que, na prática, não possuem ações efetivas que ratifiquem essa classificação.

3. O que é bluewashing ou lavagem azul ?

Refere-se a empresas que estão associadas ao Pacto Global da ONU de cooperação com o setor privado de adesão a uma governança corporativa sustentável, socialmente compromissada, mas que possuem práticas de negócios antiéticas, admitem assédio morais contra afrodescendentes e outras minorias e até encampam o trabalho infantil ao longo de sua cadeia de fornecimento.

4. O que é pinkwashing ou lavagem rosa?

É a falsa percepção de que determinada companhia está alinhada às causas LGBTQIA+, promovendo eventos para esse segmento, associando sua marca à imagem do símbolo do arco-íris e divulgando isso , mas permitem internamente que seus funcionários LGBTs sofram todo tipo de discriminação por conta de sua orientação sexual.

 

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