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RegTechs são o futuro do Compliance?

14 de outubro de 2021  |  Por Ricardo Coutinho Rezende  |  LBCA
RegTechs são o futuro do Compliance?

As RegTechs (Regulatory Tecnology) são startups de tecnologia que facilitam o fornecimento de diversos requisitos regulatórios e vem se tornando um braço tecnológico do Compliance.

1. Por que as RegTechs estão se firmando no mercado?
As exigências das regulações no âmbito nacional e internacional mudam constantemente, tornando a governança corporativa ainda mais complexa e burocrática em cada segmento de negócio. Assim sendo, as RegTechs podem ser entendidas como aliadas na busca da simplificação e otimização de processos, visando estar em conformidade com grande volume de leis e normas.

2.Como as RegTechs surgiram?
Foi uma necessidade de mercado, envolvendo dois fatores: as empresas em todo o mundo investem pesado para reduzir os riscos de conformidade e, ao mesmo tempo, a complexidade dos dados vem crescendo cotidianamente . Diante desse cenário, a tecnologia veio contribuir para que o programa de compliance pudesse dispor de novos instrumentos, unindo a automação e a decisão humana.

3.Qual o papel das RegTechs no Compliance?
São empregadas como ferramentas dos profissionais de compliance para vencer as rotinas repetitivas e manuais e aumentar a produtividade. As RegTechs utilizam os recursos da Inteligência Artificial (IA) para analisar de forma rápida grande volume de dados, verificando riscos, agilizando a prevenção e monitorando transações. Isso ainda ajuda a criar relatórios mais precisos e traz novos benefícios para os negócios, indo além dos limites do compliance.

4.Onde está o ponto fraco das RegTechs?
Quando esses sistemas de controles automatizados são pensados como gerenciadores dos programas de compliance. Na verdade, podem ser empregados em questões pontuais, como due diligence de terceiros, por exemplo. Mas, não se pode pensar nas RegTechs como sendo uma fórmula mágica para simplificar o programa de integridade da empresa, isso pode comprometer o mapeamento de processos internos, o ambiente de controle de risco e os resultados do programa de compliance, com prejuízos para a imagem da corporação.