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Agentes de IA: o que são e por que importam para o futuro da automação inteligente

Com os avanços recentes da inteligência artificial generativa, o conceito de agentes de IA tem ganhado destaque como uma das principais tendências tecnológicas de 2025. Diferente dos modelos de linguagem passivos, que apenas respondem a comandos, os agentes de IA são sistemas autônomos capazes de tomar decisões, executar tarefas complexas e interagir com múltiplas ferramentas digitais de forma contínua e adaptativa.

Na prática, um agente de IA pode ser programado para alcançar um objetivo específico,  como organizar compromissos, realizar pesquisas, redigir e enviar e-mails, ou até mesmo negociar preços em plataformas online, tomando ações por conta própria com base em regras, contexto e feedback. Eles podem operar de forma persistente, aprendendo com cada iteração e ajustando sua estratégia com base nos resultados obtidos. Isso os diferencia de assistentes pontuais e aproxima sua atuação de processos tradicionalmente desempenhados por humanos.

O interesse por agentes de IA cresce à medida que empresas buscam aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais. Em vez de simplesmente automatizar tarefas isoladas, os agentes podem coordenar fluxos de trabalho inteiros, como análise de dados, agendamento de reuniões, atendimento a clientes, revisão de contratos ou suporte interno a equipes. Grandes empresas de tecnologia já estão investindo pesadamente no desenvolvimento de ecossistemas compatíveis com esses agentes, que atuarão como interfaces dinâmicas entre o usuário e o ambiente digital.

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Do ponto de vista jurídico e regulatório, no entanto, o uso de agentes de IA levanta uma série de questões complexas sobre responsabilidade, supervisão e tomada de decisões automatizadas. Quem responde por um erro cometido por um agente que atua de forma autônoma? Como garantir que as decisões estejam alinhadas com os interesses da organização e não gerem discriminação ou violação de direitos? E como auditar essas decisões, especialmente quando o próprio raciocínio do agente é baseado em redes neurais difíceis de interpretar?

Essas questões tornam urgente a estruturação de modelos de governança para agentes autônomos, especialmente em ambientes empresariais. As organizações que optarem por adotar esse tipo de solução precisarão revisar contratos, políticas de segurança da informação, fluxos de validação e mecanismos de supervisão humana. O papel do jurídico será central não apenas na avaliação de riscos, mas também na definição de limites e responsabilidades operacionais, incluindo cláusulas específicas de accountability e rastreabilidade.

Além disso, à luz de propostas regulatórias como o PL 2338/2023 (o marco legal da IA no Brasil), sistemas autônomos com alto grau de independência, como os agentes de IA, poderão ser enquadrados em categorias de alto risco, exigindo documentação técnica, relatórios de impacto, transparência e intervenção humana significativa. O desafio será equilibrar inovação e eficiência com controle, ética e conformidade regulatória.

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Por outro lado, o potencial dos agentes é imenso. Em departamentos jurídicos, por exemplo, eles podem ser usados para monitorar vencimentos contratuais, organizar documentos, redigir minutas, gerar alertas de compliance ou automatizar tarefas repetitivas, tudo com supervisão adequada. Em áreas comerciais, podem ajudar a gerenciar pipelines de vendas, comunicação com leads e análises de performance. O impacto será ainda maior em empresas que souberem integrar esses agentes de forma estratégica e segura.

Em resumo, os agentes de IA representam uma evolução significativa da automação inteligente, com aplicações práticas em diversas áreas e implicações jurídicas profundas. O sucesso na adoção dessas tecnologias dependerá não apenas da robustez técnica, mas da capacidade das organizações de estruturar modelos claros de governança, responsabilidade e uso ético. Em um cenário de transformações aceleradas, compreender e antecipar os riscos e oportunidades dessa nova camada da IA será um diferencial competitivo relevante.

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