EnglishKoreanPortugueseSpanish
EnglishKoreanPortugueseSpanish

LBCA participa do projeto aceleradora de escritórios da OAB/SP

LBCA participa do projeto aceleradora de escritórios da OAB/SP

O escritório Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) recebeu, no último dia 6/6, os advogados da 1ª edição do projeto “Aceleradora de Escritórios”, iniciativa da OAB/SP, que busca ampliar o conhecimento sobre gestão, marketing, tecnologia e melhores práticas da advocacia para potenciar as habilidades de advogados autônomos e de bancas de pequeno porte de todo o Estado.

O sócio Ricardo Freitas Silveira abriu a apresentação do escritório. Iniciou com uma linha do tempo relativa aos avanços consolidados ao longo dos 21 anos da LBCA, escritório empresarial full service, voltado a inúmeros ramos do direito.

Das inovações que foram implantadas, destacou a criação de plataforma tecnológica própria (Legalbox), implantação de departamentos, projeto Paperless, Inovação-Business Inteligence, a Câmara de Mediação on-line Juspro, Diana – IA do escritório, boas práticas (Justiça sustentável e ESG), uso de ferramentas “No Code” por advogados e seus resultados.

Livro infantil adaptado ao braille é doado pela LBCA a estudantes cegos de organização filantrópica

Freitas também apresentou os prêmios nacionais e internacionais recebidos pela LBCA, que expressam o reconhecimento do mercado ao trabalho e expertise da banca, que sempre teve a inovação como marca.

Na sequência, falou o sócio da LBCA e presidente da Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial da OAB/SP, Solano de Camargo. Ele lembrou que o escritório começou com menos de 10 pessoas e investiu em tecnologia porque poderia agregar valor aos serviços jurídicos, melhorando a eficiência e diminuindo custos, ano a ano.

Camargo chamou atenção dos advogados “acelerados” para o fato de que é necessário estar atento ao plano estratégico de cada ano para estar sintonizado com as tendências futuras do mercado jurídico. A estratégia da LBCA em 2024 foi acoplar IA em todos os serviços a partir das “dores” dos clientes, de forma coerente e criativa.

Nesse exercício de ver o cenário futuro, Solano disse que cada sócio do escritório buscou ser treinado em um “superpoder” (ligado a novos modelos de IA generativa) para modelar produtos/serviços e oferecer soluções para as “dores” dos clientes. “Eu me dediquei à engenharia de prompts. Muitas das necessidades dos clientes demandavam automação, que não poderiam esperar e-mail, Excel etc. ou encomendar a solução no mercado, que poderia demorar demais”, disse.

Solano alertou que está na hora de os advogados programarem. Enfatizou que o escritório lançou um concurso entre os jovens sócios e contou com 19 projetos elaborados a partir do mapeamento pessoal na interrelação com o cliente. As dez primeiras soluções vieram de jovens advogadas.

Na sequência, Patrícia Blumberg, diretora de ESG (Environmental, Social, Governance), marketing e comunicação ressaltou que o escritório já trabalha com as práticas ESG há muito tempo, elabora relatórios ESG (este ano em quarta edição) e faz inventário de carbono, o que aproxima o escritório de clientes que aderem aos fatores ESG.

Ela apresentou os dados da LBCA com viés de diversidade e inclusão: 746 profissionais, 65% mulheres, 30% negros e 15 comitês temáticos. No tópico sobre marketing jurídico, Blumberg evidenciou as vantagens da utilização do Funil de Marketing, composto por fontes de tráfego, geração de leads, relacionamento e vendas.

O sócio Bryan Lopes tratou da IA na pesquisa patrimonial e apresentou caminhos gratuitos e pagos para que os advogados localizem bens patrimoniais de devedores, que ocultam seu patrimônio. Além das ferramentas tecnológicas, ele citou convênios com entes públicos e privados e redes sociais, que podem ajudar com vários insights.

Bryan apresentou o Mapa Societário, que cruza dados do devedor, inclusive de parentesco, e ajuda a chegar ao seu patrimônio e levar a uma negociação, uma vez que o devedor quer se manter blindado diante de outros possíveis credores.

Já o sócio Fernando Torres, responsável Área de Consumidor Cível da LBCA, que agrega outros sócios, 363 advogados e 47 analistas, apresentou um caso real do segmento eletrônico, no qual o objetivo era reduzir o ticket médio (“dor do cliente”), meta alcançadas com algumas ações, que envolveram uso de tecnologia de IA generativa, chegando a uma redução em quase 40% e gerando valor ao cliente, que tinha 5 mil processos.

Torres explicou que o processo sempre começa com análise de dados para detectar as causas ofensoras, o que precisa ser melhorado e o que precisa ser atacado. Ele também abordou as vantagens do Visual Law, segmento inovador, que permite comunicar com recursos visuais dados mais técnicos para entendimento dos julgadores.

Em Congresso da OAB/SP, LBCA amplia debate sobre uso da IA no Direito

Por último, a sócia Daniele Gobi de Azevedo, tratou da área de Sandbox e analisou a chamada “Trilha do Contencioso”, formada por 16 soluções inovadoras que perpassam as etapas de um processo jurídico: Cadastro, subsídios, acordo, atividade jurídica, cumprimento/pagamento, encerramento e outros.

Ela ressaltou que em casos de contencioso de volume que envolve tratativas de negociação, o escritório não utiliza chat bot, mas treina o agente virtual (IA), que antes de entrar em operação é testado com colaboradores para ajustes e tem obtido boa performance e já recebeu proposta para ser inserido no SAC de empresa.

Antes da visita à sede LBCA, os advogados “acelerados” participaram, na parte da manhã, de palestra de Alexandre Motta, sócio fundador do Grupo Inrise, sobre marketing jurídico.

Segundo Motta, os principais problemas dos advogados diante do marketing jurídico residem em como o advogado se qualifica em decorrência da falta imagem institucional, criação de diferenciais reais, falta de foco prospectivo e de produtos de vendas em um universo com mais de um milhão de profissionais, no qual a maioria é formadas por novas bancas, sem elementos ou estratégias que as diferenciem dos concorrentes.

A OAB/SP realizará a 2ª edição do projeto “Aceleradora de Escritórios” de 27/6 a 19/9.

Repercussão dos “Acelerados” na LBCA

Barbara Jaqueline da Fonseca Valério

Local: Jandira

“Amei a parte da interação tecnológica, de implantar empreendedorismo na advocacia, porque a gente não aprende isso na faculdade, onde o Direito é apresentado de forma engessada, a gente tem de pensar o Direito como negócio, implantar a IA, muita gente entende que é a inimiga, mas é aliada. Gostei parte de operação e gestão do escritório, otimizar o tempo e melhorar qualidade de atendimento. Foi maravilhoso, inovador e transformador.”

Gabriel Benelli

Local: Assis

“Estamos aproveitando 100% do programa, maravilhoso, aqui a gente entra outra realidade da advocacia que não se a prende na faculdade e no interior, acaba não vendo. Saio daqui cheio de ideias para implantar. No programa Acelerados, estamos vários passos à frente”.

Talitha Passos de Lima Wormhoudt

Local: Araraquara

“Maravilhoso, um escritório incrível, trouxe muito conhecimento.  A parte de automatização e IA generativa são bem interessantes, abrem uma possibilidade, posso aplicar no meu escritório”.

Marcos Felipe Lima

Local: São Paulo

“Uma das coisas mais benéficas é a troca de conhecimento. É a oportunidade de conhecer várias formas contemporâneas de fazer advocacia. A proposta da LBCA é muito nova, foi empolgante ver como a IA é aplicada, como inova, sendo que a advocacia e direito são tradicionais por essência. Oportunidade de acelerar, de crescer, é muito boa, muito nova.”

Loiane Lopes Advocacia Especializada

Local: Santo André

“Experiência incrível, abrangeu muitas áreas, estratégia, visão negócios, marketing, gestão. É incrível poder conhecer um escritório como este da LBCA e o que a gente pode implantar em nossos escritórios e o que não puder implantar, expandir de alguma maneira.”

Gabriel Alexandre Vendrame

Local: Araçatuba

“A primeira coisa que me chamou a atenção foi a nova perspectiva para o advogado, mais empresarial do que meramente erudita da advocacia; como se portar do novo mercado e sair do básico, do óbvio, do famoso curso de direito material.  O escritório não é apenas parte de operação, tem parte de gestão, marketing, como qualquer outra empresa. O projeto Acelerados tira o estigma, você consegue pensar fora da caixinha.”

 

Post Relacionados

O imperativo da inovação no ESG

A inovação tornou-se uma questão ainda mais decisiva para a sobrevivência das corporações. Além disso, usar os requisitos ESG para impulsionar um programa de inovação dentro das empresas vem sendo uma tendência.

Leia Mais »