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À vontade para trabalhar e crescer na LBCA

24 de dezembro de 2019  |  Por Santamaria Silveira  |  LBCA
D&I: À vontade para trabalhar e crescer na LBCA

Concluindo o período de experiência na LBCA, o assistente administrativo, Daniel Pereira Felix, 53 anos, nascido com má formação congênita dos membros superiores, afirma que sempre buscou ser contratado atendendo ao perfil da vaga  e pelo critério da meritocracia, a despeito de ser PcD (Pessoa com deficiência).

“No começo, tem gente que acha que a minha contratação vai gerar problema, mas logo muda de ideia com meu desempenho”, comenta Daniel. Uma de suas habilidades é a agilidade para digitar. Ele começou na máquina de escrever e quando passou para o teclado do computador, ganhou ainda mais rapidez. É um “flash” do teclado.

Daniel passou um ano desempregado, antes de ser contratado pela LBCA, fato que ele atribuiu ao fraco desempenho da economia em 2019. Ele não deixa de ter razão, pois foi graças ao ingresso de um novo cliente da área de telecomunicações no escritório, que foi aberta a possibilidade da contratação de Daniel e de outros novos colaboradores.

Para Daniel, o clima na LBCA é muito positivo e não tem qualquer viés de discriminação contra PcDs ou outras minorias, por parte de gestores e de colegas. “Na seleção, já estava me vendo na vaga e quando entrei fui muito bem recebido. Estou à vontade. Trabalho em um lugar confortável, estou contente e engajado, as pessoas me respeitam e não deixo que seja diferente”, ressalta. Essa realidade não é comum em todas as companhias. Ele, por exemplo, tem conhecimento de casos de trabalhadores PcDs que são humilhados em suas empresas e que se submetem porque precisam do emprego.

O primeiro emprego de Daniel foi em um escritório de contabilidade na Vila Esperança, onde mora, e onde aprendeu o básico de contabilidade e a se deslocar por toda a Grande São Paulo, para fazer registro de novas empresas, clientes do escritório. Ficou nesse cargo até o fechamento do escritório. Depois trabalhou em grandes hospitais de São Paulo.

Daniel explica que antes da Lei de cotas para deficientes (Lei 8.213/91), as companhias viam os PcDs com ressalvas, mas que hoje correm atrás desses profissionais. Ele diz que chegou a ter seu “passe” disputado por duas grandes empresas ao longo de sua vida profissional.

Acostumado a encarar desafios, Daniel aprendeu a dirigir, e agora espera se consolidar no cargo dentro da LBCA e até disputar novas vagas, uma vez que a banca abre a possibilidade de ascensão para talentos internos.