LBCA participa do 2º Fórum da Kocca

9 de março de 2018

A Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA) participou do “2º. Fórum de Intercâmbio e Cooperação Cultural Brasil – Coreia”, que aconteceu no último dia 8 de março, no hotel Tivoli Mofarrej, reunindo produtores, criadores, distribuidores e empresários brasileiros e sul-coreanos para debater o intercâmbio e cooperação entre os dois países na indústria de conteúdos (entretenimento), que recebeu investimentos na Coreia do Sul de US$ 112,3 bilhões, 2017.

A LBCA foi representada pelo seu consultor e conselheiro da Kocca, Sang Jun Kim, que abordou as similaridades históricas entre Brasil e a Coreia e a necessidade de se ter um negociador que conheça as duas culturas, no momento de fechar um contrato na indústria de conteúdos. “O contrato serve para ajustar termos e condições e prevenir possíveis conflitos. Entendo que o maior cuidado no caso de uma coprodução entre Brasil e Coreia é decidir qual lei será aplicada, no caso de acontecer algum tipo de conflito, pois isso demandará tempo e dinheiro e pode virar um passivo para as partes. É preciso ter um intermediador que entenda as duas culturas”, afirma.

Segundo Sang, no mundo dos negócios, os coreanos gostam de resolver tudo muito rápido, mas têm pouca flexibilidade em relação a algumas condições comerciais. “Esse é o maior cuidado que devemos ter a cada contrato negociado. Nasci na Coreia, onde passei minha infância, e vim para o Brasil aos 12 anos, onde passei minha juventude. Portanto, tenho familiaridade com as duas culturas, entendo os dois lados”, afirmou.

O evento realizado pela Kocca (Korea Creative Contente Agency), com apoio do Brazilian Content, foi aberto pelo Consul-Geral da Coreia do Sul em São Paulo, Hak You Kim. Segundo ele, a indústria de conteúdos é considerada um dos principais motores da economia do futuro, desempenhando papel fundamental na 4ª Revolução Industrial, ao lado da inteligência artificial e da realidade virtual. Ele lembrou que a indústria de conteúdos culturais coreanos tem se popularizado no Brasil e pode constituir uma oportunidade de negócios para empresários coreanos e brasileiros.

Em sua exposição, Serena Park, gerente da Kocca em São Paulo, explicou as atribuições da agência, voltada ao planejamento e incubação para criadores de conteúdo, com destaque para roteiristas, que são a base para todas os formatos: filmes, novelas, jogos, quadrinhos, animação, obras literárias, etc. De acordo com Serena, o grande desafio da agência é aproximar produtores dos dois países e expandir esses conteúdos no Brasil e no mundo. Os entraves burocráticos foram destacados, tanto no lado coreano, quanto do brasileiro. Um tratado de coprodução no Brasil com outro país, por exemplo, depende da elaboração de minuta de lei, aprovação pelo Congresso Nacional e sanção presidencial, podendo levar anos.

Nas mesas de debate do fórum foram apontados os gêneros de conteúdo cultural coreano mais aceitos no Brasil. A música com o K-Pop lidera, seguida pelas animações (Pucca, Pororo), K-drama (Happy end, A lenda: um luxo de sonhar), cuja qualidade técnica foi elogiada, jogos etc. No sentido inverso, a documentarista Lygia Barbosa falou sobre a coprodução do documentário “Haenyeo – a Força do Mar”, que conta a história das mulheres mergulhadoras da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, com idades entre 65 e 90 anos, que mergulham para retirar frutos do mar (seu sustento) e são reconhecidas como patrimônio imaterial da humanidade pela Unesco. Essa co-produção teve o patrocínio da Kocca.

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